Santander manterá a marca Banco Real
Santander continuará a marca Banco Real
Em notícia de 31 de outubro de 2008 na Folha de São Paulo, foi confirmada a manutenção da marca Banco Real, a qual, segundo indicado pelas pesquisas de mercado realizadas pelo banco espanhol, atesta a força da marca junto aos consumidores: “Chegou à conclusão de que a marca, construída com base na bandeira de sustentabilidade socioambiental, chega a ter mais apelo do que a do próprio Santander.”, segundo a reportagem*.
O Santander também fez experiências gráficas para a associação dos logotipos, mas concluiu que isso também não modificaria o desequilíbrio entre as marcas: “Nos estudos, o banco tentou criar uma identidade entre os logotipos de ambos os bancos, mas não encontrou uma solução visual interessante. O vermelho do Santander não combinava com a sobriedade do verde do Real.”, continua.
A decisão do Santander é sábia, pelo menos até que a sua marca ganhe espaço significativo nos corações brasileiros, principalmente entre os paulistanos.
A tendência, contudo, é a marca Banco Real desaparecer. Não faz sentido que uma marca global que almeja a liderança em seu segmento, fragmente esforços de comunicação. O Santander não alcançará os seus objetivos se não continuar incorporando bancos menores, quem sabe até mais admirados que o Real.
Sofia, a personagem de William Styron, sentiu na alma a vida dura das escolhas muito difíceis. Por mais que situações dessa natureza pareçam improváveis e até insensatas, muitas vezes elas são inevitáveis. Contudo, tudo depende mesmo é da inteligência e do grande plano de cada marca. Evolução, muitas vezes, é sinônimo de destruição.
O que o Santander deverá fazer é debruçar-se sobre os resultados da pesquisa, absorver as suas indicações e encontrar as pistas que precisará seguir para acomodar a força da marca Banco Real aos seus planos irreversíveis de desenvolvimento.
Mas, se as perdas são inevitáveis e necessárias, elas precisam obrigatoriamente adicionar valor. Não custa lembrar que a atual admiração da marca Banco Real mascara o fato de ela ter sido comprada em 1998 pelo ABN Amro, e, em 2007, pelo Santander. Duas trocas de acionistas em menos de 10 anos devem querer dizer alguma coisa sobre as virtudes do Banco Real, ou, pelo menos, do seu futuro.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi3110200838.htm, acesso em 31-10-2008, disponível para assinantes.
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